quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Faz tempo que não passo por aqui. E hoje com várias coisas a fazer, usando o computador do estágio tive que tentar escrever algo.
Mais fácil do que ter as várias conversas ensaiadas na cabeça.
Simples. Vida, passagem, mais vida.
Toda vez que nos separamos o medo e a saudade nos faz sofrer.
Acho que mesmo quem não acredita sabe o quanto essa transição, especialmente uma transição brusca é difícil e perigosa. O medo de que eu falava nasce dai, mesmo sem perceber.
E obviamente a saudade, a sensação de que nunca mais iremos nos encontrar.
Fico tentando não pensar no desespero dos pais. É incoerente um filho morrer antes dos pais. Brutal, completamente brutal. Tento não pensar por que sinto esse desespero tomar conta de mim. Imagino outros entes. Bom imagino o dia em que minha madrinha se for. Minha mãe. Nem penso meu irmão, o mesmo desespero se apodera.
Logico que lembro do meu pai, mas acho que nesse sentido acabo fazendo o que nos falam pra fazer com as outras coisas, deixar nossa própria dor de lado, nossos problemas de lado e olhar para o dos outros. É incrível o quanto ajuda.
Só tenho o agravante de ficar imaginando coisas. Minha imaginação acabando correndo solta e nada de maravilhosa surge.
Mas não posso e não vou usar como desculpa para me perder e me enrolar ainda mais.
Hoje eu acordei, com uma sensação de vazio.
O vazio da perda de algo bom. Não que tenha realmente deixado de existir, mas já não está tão próximo.
Vou é encher meu coração de coragem. E fazer tudo aquilo que sei que precisa ser feito. Que eu preciso fazer.
Pequenas ideias que mudam o mundo. Pequenas ações que mudam vidas.
nada de extra-ordinário, as mega decisões são fáceis isso eu já descobri. Ser honrado e honesto a cada dia, a cada atitude é que difícil.
Lalis, espero que você esteja bem. Rezo para que esteja. Agradeço pelo tempo em que me permitiu conviver contigo.
Agradeço aos teus pais por terem permitido a tua vinda.
E desejo que aja calma em teu coração para saber esperar.
Até a próxima!